±0 life

~nunca choveu que num estiara~

Complexos

Tá certo que (quase) nenhuma língua se escreve exatamente do jeito que se fala. Pra mim, é uma baita ginástica mental tentar escrever assim. Eu tenho que ficar falando sozinho pra ter certeza que é do jeito que eu diria. Fora que, dependendo da situação ou com quem eu tiver falando, eu falo de um jeito diferente, mais "pomposo" ou mais relaxado.

E, lógico, a fala é prolixa, redundante: tem um monte de palavras que eu escreveria, mas se eu fosse falar? Nunquinha! Eu ía dizer de outro jeito, usando uma paráfrase ou muito mais palavras. Tem gente que já tem mais facilidade pra transferir palavras do registro culto pro oral e diz elas sem nenhum complexo. Eu já sou dessas pessoas que hesitam... Simplesmente não sai.

Tudo isso pra dizer que eu tava tentando traduzir uma música do Bacotexo pra um português brasileiro coloquial, do jeitinho que eu falo, mas que no fim das contas acabou saindo uma coisa meio mista. É, eu acho que ainda tenho os meus complexos pra superar...

Contando os cuartos
Bacotexo
(Música: Daniel García; Letra: Ricardo Saavedra)

Letra Tradução (português brasileiro)
Nel asfalto vaise osmando
el milagro inevitable;
cuas maos nel bolsiyo,
contando os cuartos.
O asfalto vai anunciando
o milagre inevitável;
com as mãos no bolso,
contando o dinheiro.
Os llabores naquel campo
sempre ye costaran caro;
ele pensa noutros sitos
contando os cuartos.
Os trabalhos naquele campo
sempre custaram caro pra ele;
pensa em outros lugares
contando o dinheiro.
Hei deixar atrás el ruido absurdo
y atopar toda a paz nos brazos da noite.
Hei escorrentar el fin del mundo
nalgún bar…
Tenho que largar de vez o barulho absurdo
e achar a paz completa nos braços da noite.
Tenho que espantar o fim do mundo
em algum bar...
As palabras qu’hoi estraña,
as qu’a Ella ye sentira,
vailas repetindo
contando os cuartos.
As palavras que hoje ele sente falta,
que ele ouviu a Elha dizer,
ele vai repetindo
contando o dinheiro.
En chegando, fougo nel pantalón;
espertando, lluces crisándolo;
aguardando algo de diversión.
Quando ele chegou, fogo na calça;
despertando, luzes encegando ele;
esperando um pouco de diversão.
Anubrar el pasao, practicar os pecaos, empezar…
Quer miyor reinar
qu’encontrar un bon trabayo;
mira pra os lletreiros
contando os cuartos.
Cobrir o passado, praticar os pecados, começar…
Ele quer um objetivo maior
que encontrar um trabalho bom;
ele olha pros letreiros
contando o dinheiro.

My eerste woorde in Kaaps

Ek het nou vir 'n week elke dag 'n bietjie in Kaaps gelees. Ek lees "Wit issie ’n colour nie" deur Nathan Trantraal. Behalwe die invloede van Engels, die uitspraak en die gebruik van "vir" voor die direkte voorwerp, vir die oomblik was die meeste van die verskille spreek verkortings. Maar vandag het ek twee Kaapse woorde geleer: "moer" (moor) en "vriet" (vreet).

Sy het een kee my broe ampe gemoer omdat hy vi die wit vrou vi wie my ma gewêk et ‘mêrrim’ geroep et.
She once almost beat my brother because he called the white woman my mom worked for "madam".

My pa pride homself wee oppie feit dat die boere met wie hy by Spoornet gewêk et hom nooit kan gevriet et ie.
My dad prides himself on the other hand on the fact that the boers he worked with at Spoornet could never put up with him.

Ek voel baie gelukkig want daar is mense wat (of moet ek "wie" sê?) in Kaaps skryf.

Insomnia

Dende umhs quantos meses, sempre qu'esperto nel medio da noite e num podo dormir - cousa que me passa a miúdo dende que empeçou a pandemia -, colho daqué em gałego-asturiano pra łer. Por esso também el ritmo de łectura é abondo irregular e lento, pero é sempre umha experiéncia lamar de agradable. Presta-me essa frescura que tem, essa cousimha que num sou quem a explicar, pero que seique namais atopas nas łinguas nom normativizadas.

Anque é certo que som-che daqué antinormista, num tenho nada escontra el gałego normativo. Resulta que num é miga doado atopar grabaçoes espontáneas em gałego dialectal, pechado ou de povlo, já senha de Galicia já senha del ocidente de Asturias. Łougo, pra daquem como eu que deveça por aprender a łingua, cuido que é umha verdadeira sorte que os mais dos textos em fala tenham escritos num registro mais achegado à oralidade.

Ainda num som quem a entender segum que cousas, sinto que pouquim a pouquim já me costa menos entender el que łeo. E jáhora, mentramentes el fago, vou apuntando palavras. El passo seguinte seria incorporar essos términos nel meu gałego falado, pero hoi dia como quase já num tenho oportunidades de usá-lo, de momento quero namais seguir pasando-lo bem coel meu companheiro das noites de insomnia, e despós já veremos.

Epic fail

After wasting the whole day trying to map Obo Manobo and Banaue Ifugao verbal focus patterns to Tagalog and Cebuano, I'm starting to think that I should rather try looking at them independently. I mean, comparing related languages isn't always a shortcut, I guess?

Antinormismo caro

Da molto ho voglia di imparare a parlar il toscano (forse il fiorentino, il pisano oppure il livornese), ma non so perché è così difficile trovarne dei saggi grammaticali. Ne ho trovato soltanto uno, un libro fuori catalogo carissimo: 50€ più 35€ di spese di spedizione. Per essere antinormista ci vuole denaro! Ho bisogno di un lavoro davvero...

The best OST ever!

Looking back now so many years later, "The O.C." as a show had all kinds of flaws, but something that I can surely vouch for is its soundtrack. Oh boy, it's so perfect... and so friggin' nostalgic!